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Depressão: Enfermeira Taise Ribeiro Morais comete suicídio



A jovem enfermeira Taise Ribeiro Morais, que trabalhava no posto de saúde na zona rural de Antas, em Puxinanã, comete suicídio na noite desse sábado (29). Segundo informações do repórter, Émerson Machado, da  TV Correio de João Pessoa, Taise Morais ceifou sua própria vida. Taise residia em Campina Grande. Algumas pessoas ligadas a ela, dizem que a mesma sofria de depressão.

Currículo de Taise Ribeiro Morais

Segundo informações do site Escavador, à enfermeira  Taise Ribeiro Morais, tinha uma bela grade curricular, intelectual e profissionalizante em capacitação profissional. Ela fez Mestranda do Programa de Saúde Pública da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), possuía pós graduação em Saúde Coletiva pela Faculdade de Ciências Médicas / CG (2009), e graduação (Licenciatura e bacharelado) em Enfermagem Pela Universidade Estadual da Paraíba. Era pesquisadora do NEPE da Universidade Estadual da Paraíba/UEPB, Enfermeira da Estratégia Saúde da Família da Prefeitura Municipal de Puxinanã- PB, e Enfermeira do Hospital de Trauma de Campina Grande. Tinha experiência na área de Enfermagem, com ênfase em Enfermagem Médico-Cirúrgica, e Estratégia Saúde da Família, atuando principalmente no seguinte tema: saúde pública.

Veja que a depressão não escolhe classe social, intelectual, religioso, ateu, pobres ou ricos, atingem a todos porque é um doença igual a todas, mas não recebe a atenção da classe politica e empresarial, visando o combate ao avanço do suicídio, gerado pela depressão, doença silenciosa, que só aparece na visão de muitos, quando perde um parente ou amigo.

Depressão não tem cara, não é falta ou presença de Deus na vida de ninguém, é doença perigosa:

Estava dando uma olhada no Facebook dela, nada que indicasse depressão. A doença é tão traiçoeira que se disfarça de "Tudo bem", sei disso muito melhor que qualquer qualquer psiquiatra que nunca passou por fases da depressão, tem muito conhecimentos teóricos, nada de pratica.

Nas redes sociais, muitos lamentam a sua morte, outros dizem que isso só acontece por falta de Deus na vida de quem é acometido com depressão, chegando a cometer suicido ou outros tipos de loucura. Mas bem sei que a depressão é uma doença, como qualquer outra doença, a diferença é ela mata em silencio estando o paciente vivo, pois se caracteriza por uma tristeza profunda e duradoura, além de outros sintomas e que dispõe hoje de tratamentos modernos para alívio do sofrimento que acarreta a uso de antidepressivo, acompanhados com psicoterapia, mas não funciona com todos. Em São Paulo, médicos estão usando um aparelho moderno de marca-passo para o tratamento da depressão, por meio de cirurgia é introduzindo ligação do equipamento no corpo do paciente gerando estimulação elétrica em certas áreas do cérebro, modificando os neurotransmissores e tentando corrigir o deficit de neurotransmissores que causam a depressão. que leva a pessoa a pratica do suicido ou isolamento social, porque é uma doença bastante comum hoje em dia, tem que ser tratada, e os familiares e amigos podem ajudar também, pois não tem nada a ver com "Falta de Deus", se fosse assim os Ateus e agnósticos cometeriam suicídio, sendo uma sociedade mundial de crentes, que não podem ficar doentes com depressão, já que tem quem afirme que é "falta de Deus".

Para melhor especificar, a Depressão é uma forma consequente da diminuição de neurotransmissores, mais especificamente a serotonina, que na maioria das vezes precisa ter seus níveis controlados através de medicamentos (serotonina é quem nos dar esperança de vida, autoestima, alegria e muito mais). O Suicídio é o último estágio da doença, é a fase em que a dor psíquica é tão grande, que a única opção é tirar a própria vida, pois o paciente não entende as mudanças no seu corpo e comportamental, que se eleva a cada dia, e muita vezes porque o meso fica ouvindo de que deveria apoiar-lo palavras negativas, voz paralelas de pessoas, alegando que essa pessoa passa é safadeza, ou que o mesmo estaria ficando louco, seja qual for a classe social que pertença, se amigos e familiares não oferecer apoio e cuidados para não deixar o paciente sozinho em determinados locais, ele chega ao suicídio. E o pior, vou tocar sempre nessa fase, é que a Depressão não escolhe raça, cor, classe social, nem tão pouco por nível de beleza, ou grau de intelectualidade, é o mal do século.

A literatura afirma que o suicídio mata mais que o câncer! 

Se você quer fazer a diferença, quer deixar de lado a Psico-fobia, comece a enxergar a dor do próximo pelo olhar, pelo comportamento, ao contrário, muitos irão contribuir para que as estatísticas aumentem. Procurar ajuda profissional é a melhor escolha, mas você pode ser a porta de escape para que o suicida vá até este profissional.

O suicida não é uma pessoa sem fé ou sem Deus; é alguém que sofre psiquicamente, que procura ajuda, compreensão, e lhe é negado (indiretamente ou diretamente) pelo simples fato de que na maioria das vezes somos tão egoístas, que preferimos fazer julgamentos incoerentes que aceitar a ajudar o outro, ou ponto em dizer que a pessoa passa essa fase, por safadeza ou ausência de Deus, mas como já frisei acima, se fosse assim, todos os ateus e agnósticos cometeriam suicídio e só exista crentes na terra, seria até uma forma desse deus vingado se livrar do ateísmo deixando viver apenas os crentes, seja de qual for a religião.

Depressão é a doença do século. Independente de credo religioso, raça. Muitos falam que é falta de Deus. O que tem de pastores, padres e muitos evangélicos com esta doença vocês nem imaginam, o maior exemplo é o famoso cantor e padre Marcelo Rossi, ele vem sofrendo com depressão ha anos, ficou bastante gordo, depois perdeu muito peso e hoje se encontra magro devido ao efeito da depressão que pode até gerá obesidade como anorexia. Estas pessoas precisam de tratamento psiquiátrico e psicológicos e com ajuda da religião, muitas  delas são até curadas, mas para isso precisam do apoio e ajuda da família e amigos.

O avanço da depressão no Brasil

Segundo informações da Agência Brasil, o número de pessoas que vive com depressão está aumentando – 18% entre 2005 e 2015, segundo dados divulgados hoje (23) pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A estimativa é que, atualmente, mais de 300 milhões de pessoas de todas as idades sofram com a doença no mundo. O órgão alertou que a depressão é a principal causa de incapacidade laboral no planeta e, nos piores casos, pode levar ao suicídio.

A depressão foi o tema de maior destaque tratado no Dia Mundial da Saúde, coordenado pela OMS e lembrado no dia 7 de abril.

“A depressão é diferente de flutuações habituais de humor e respostas emocionais de curta duração aos desafios da vida cotidiana. Especialmente quando de longa duração e com intensidade moderada ou severa, a depressão pode se tornar um sério problema de saúde”, destacou a organização em comunicado.

Os dados mostram que quase 800 mil pessoas morrem em razão de suicídios todos os anos, a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos.

A organização também alertou que, apesar da existência de tratamentos efetivos para a doença, menos da metade das pessoas afetadas pela condição no mundo – e, em alguns países, menos de 10% dos casos – recebe ajuda médica.

As barreiras incluem falta de recursos, falta de profissionais capacitados e o estigma social associado a transtornos mentais, além de falhas no diagnóstico.

“O fardo da depressão e de outras condições envolvendo a saúde mental está em ascensão em todo o mundo”, concluiu a OMS, ao cobrar uma resposta compreensiva e coordenada para as desordens mentais por parte de todos os países-membros.

Pelo aumento do número de pessoas com depressão, a cada dia amigos, conhecidos e familiares lamentam casos de suicídio e afastamentos de trabalhadores públicos e da inciativa privada devido a falta de uma política positiva no tratamento preventivo da depressão. Não quero ligar esses tópicos ao caso citado acima, que supostamente teria cometido suicídio, segundo o repórter Émerson Machado publicou em suas redes sociais essa informação munida da apresentação da foto da jovem enfermeira Taise Ribeiro Morais, alegando que a cometeu suicídio, sendo a mesma uma profissional da área de Saúde, revelando assim, que dentro do próprio Sistema de Saúde não existe avaliação continua para tratar a saúde mentar do trabalhador, que se passasse por essa avaliação continua, logo o profissional de saúde mental (psicologo) identificaria traços de desenvolvimento de depressão, ou outros transtornos, encaminhando o paciente pra um tratamento preventivo, evitando assim que o mesmo não chegue ao estagio do suicido..

No serviço público, sempre ocorre casos de suicídio de trabalhadores dentro e fora do trabalho. Em espacial com policiais militar e servidores da área de Saúde Público. Uma pesquisa divulgada no SBT, apontou que um policial militar comete suicídio a casa 15 dias em São Paulo. Nos últimos cinco anos, 120 policiais militares cometeram suicídio no estado de São Paulo. Entre os motivos, a pressão sofrida nas ruas e nos quartéis. Os números eram mantidos em sigilo, até agora, pela corporação. Sem falar nos casos que ocorrem em todo Brasil. Mas sabemos que não só policiais que se tornam vítimas da depressão por causa da atividade de trabalho, mas muita gente vivem trabalhando vitimados com depressão e falta acompanhamento contínuo com um psicólogo para identificar e evitar esses males que atingem milhões de trabalhadores em todo Brasil, em especial os que lidam com o publico ou com segurança pública e privada.

A falta de avaliação psicológica na atividade no trabalho ocorre tanto no setor público como na iniciativa privada, só visam a exploração do trabalho, nada de cuidados com a saúde física e mental do trabalhador...

É hora do governo Federal, Municipal e Estadual investir mais na saúde mental da população em parceria com a iniciativa privada. Nosso povo está sofrendo e morrendo, ás vezes por falta de uma avaliação de saúde mental.

Lamentos pelo avanço da depressão no Brasil!

Só tenho a lamentar a morte dessa jovem! Sei o que é depressão, muito melhor que qualquer psiquiatra ou psicologo, não na parte teoria, mas na pratica, isso porque vivi de nesse mundo desde o ano 2006, após a morte do meu irmão, vitima de um em um incêndio, em uma sapataria, na Zona Leste de Campina Grande (Zé Pinheiro), que deu inicio esse tenebroso mundo quando vi seu corpo todo queimado, mas o pior foi quando fui buscar seu cadáver no IML, ali perdeu-se todos os sentidos da vida para mim, morri também naquele dia, mas continuei vivo dentro de um corpo com o cérebro quase morto. Sei o que passei, você perde a razão de viver, perde o amor por tudo e por todos, sofrem em silencio, não entende o que está acontecendo com você, ás vezes se afasta de todos, vive isolado no meio a multidão de pessoas, entra no alcoolismo, uso de drogas se não tiver o apoio de familiares e amigos, mas o mudo silencioso te leva até a tentar ou praticar suicídio, uns conseguem escapar com a ajuda de familiares, outros tiram sua vida quando estão sós em em um ambiente isolado, chegando ao ultimo estágio, a pratica do suicido.

É hora dos políticos em Brasília abrirem os olhos para com politicas de combate a depressão que matar ou atrofia a vida de muito gente. A cada minuto, a cada hora, todo dia. toda semana, todo mês, todo ano, toda década aumenta casos de suicídio ou sociofobia causada pela depressão, que leva a morte ou afastamento da atividade laboral e parece que vamos entrar no Século XXII sem ter uma verdadeira politica de Saúde mental, que possa identificar e tratar a depressão no setoor público e privado, ou melhor na sociedade geral.

Finalizo mais uma vez afirmando: Contrario da visão de muitos sem informações, depressão não é falta ou presença de Deus na  vida, religiosidade ou descrença, é falta de politica de tratamento e avaliação continuar no setor público e privado laboral, sem falar na democratização midiática, nas igrejas, escolas, e qualquer entidade de classes, sobe politicas de saúde mental em nosso País. As causas de Depressão laboral, não é loucura, é a porta da loucura induzida pelos avanços socais e tecnológicos da sociedade hodierna, após a Revolução Industrial, que precisa ser combatida.



Veja também: 

Oito atitudes típicas de pessoas que têm depressão, mas não demonstram




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