'Queimado no partido' e correndo o risco de perder pra deputado: Roda rumores de que Veneziano quer ser candidato a Senador


Para o ex-coordenador da campanha do candidato a governador pelo PMDB em 2014, Vitalzinho, o publicitário Dércio Alcantara acha que as vozes roucas das ruas blindarão Veneziano e farão dele a espada popular contra o que ele chama de tirania de um Presidente da República odiado pela maioria esmagadora da nação em punir os infiéis do PMDB que votaram contra as reformas e pelo julgamento de Temer no STF.

Reproduzo um relato de Dércio Alcantara, achando que mesmo depois da feiosa derrota que Veneziano teve em 2016, que perdeu feio, ou melhor, lecou uma surra de votos do prefeito candidato a reeleição Romero Rodrigues,tendo grande rejeição na cidade que elegeu ele como deputado federal, mas o mesmo virou as costa contra a ex-presidente Dilma que assim como o Lula apoio em massa os seus governos como porefeito de Campina e receberam de volta a traição quando o nobre deputado voto pelo impeach,mente de Dilma e agora tenta se limpar se opondo contra Temer, porque na epoca que foi contra Dilma  foi  alvo de vaias e protesto da militamncia da esquerda que não perdoa nem esquece a traição.

Segundo Décio:"A perseguição de Temer, cristalizada ontem no ofício circular do PMDB, que arremessa contra o paredão figuras históricas como Jarbas Vasconcelos e a neta da lenda Nelson Carneiro, a combativa deputada carioca Laura Carneiro, além do astro da TV cearense Victor Valim, é um atentado violento aos que não se curvam e, ao fazer da sua voz o desabafo dos paraibanos que pedem o “Fora Temer”, Veneziano repete o pai Vital do Rego, que foi preso pela altivez de um discurso pedindo diretas já a queima roupa da visita da Paraíba do general João Baptista Figueredo.

Eu estava lá e acompanhei o trajeto da prisão de Vital para registrar na imprensa, era o repórter setorial de A Tribuna da Imprensa, e só fui dormir ao amanhecer, quando tive a certeza de que as forças democráticas do Brasil estavam chegando para garantir a vida de Vital e, lá na OAB, assisti Márcio Tomaz Bastos fazer um pronunciamento histórico em favor do pai de Vené.

Como a história se repete, cá estou mais uma vez testemunhando a coragem do filho de Vital e mais uma vezes um algoz feroz cerceando Veneziano, o detentor de um mandato com lastro de 177.682 mil votos.

Repetindo o discurso de Mariz, quando em defesa de Humberto Lucena, pergunto: quem moral tem esse agrupamento de pusilânimes para querer punir o deputado mais votado do partido e aquele que tem maior envergadura moral e é, de verdade, a sua mais expressiva liderança popular?

Estive com Vené durante esta semana em Brasília e sou testemunha da pressão que ele sofre por não ter se agachado àquela panelinha de corruptos que teme ir pra cadeia junto com Temer.

Ao fazer opção pela maioria, Veneziano estava consciente das retaliações e caminhar de cabeça erguida, como ele caminha, e ser aplaudido nos aeroportos e nas ruas, como ele tá sendo, é o que lhe faz deitar a cabeça no travesseiro e dormir o sono dos justos, todos os dias.

Ser alçado ao Senado será a resposta da Paraíba em reconhecimento a esse mandato do povo."

É bom lembrar-lo, mas vejo que seria bom deixar a memoria do grande oc e tribuno Vital pai, como costumavam chamá-lo, além de grande advogado e tribuno, era também, um ser humano extraordinário e quase puro de coração. Nunca foi ingrato, nem covarde. Era e sempre será: VITAL DO RÊGO, um grande paraibano! Sim, ele era único e, quem o conheceu sabe, poucos - muito provavelmente nenhum - vai substituí-lo em amor, credibilidade, devoção, honra.

Todos sabem que teve um tempo bem remoto que o então governador Cássio Cunha Lima,  anunciou Vital do Rego como seu secretário da Cidadania e Justiça,foi candidato sem êxodo sem o apoio formal e declarado dos irmãos Vitalzinho e Veneziano, isso é fato na politica e todos sabem disso. Vamos deixar isso pra lá, a memoria do mestre merece respeito...

O Blog do Lenildo Ferreira faz um relato da peragratória politica da família Vital Rego, em especial do ex-prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rego, Lenildo mostra com detalhes que em 2004, Veneziano foi  o primeiro da família Vital do Rêgo a conseguir ganhar uma eleição para prefeito em Campina. Antes dele, além do avô, Major Veneziano, o pai, jurista Vital do Rêgo, já havia tentado duas vezes e, em ambas, perdeu para Ronaldo Cunha Lima: em 1968, 13.429 votos contra 8.415, e em 1982, 40.679 a 28.625.

Já o irmão, Vitalzinho, disputara uma vez como candidato a vice de Enivaldo Ribeiro (1996) e outra como candidato a prefeito (2000), eleições vencidas por Cássio Cunha Lima.

Além destes nomes, porém, Lenildo relata que é preciso lembrar que a árvore genealógica do ex-prefeito campinense, pelo sangue da avó paterna (dona Vicentina Figueiredo), contém figuras de peso da política paraibana, como Argemiro Figueiredo, que foi senador e governador, mas também derrotado em eleição para prefeito, em 1951, quando perdeu para Plínio Lemos (13.989 votos, contra 11.127). Bento Figueiredo, irmão de Argemiro, até foi prefeito de Campina Grande, durante alguns meses de 1935 e, depois, de 1938 a 1940, mas na condição de interventor, e não por via eleitoral.

Veneziano, pela veia materna, ainda é neto do ex-governador da Paraíba, Pedro Moreno Gondim, que governou a Paraíba de 1958 a 1966 e morreu em julho de 2005.

Mas aos 22 anos, em sua primeira disputa eleitoral em Campina Grande, no ano 1992, concorrendo a uma vaga na Câmara de Vereadores pelo PST, Veneziano ficou entre os cacarecos, com apenas 301 votos. Quatro anos depois, no PDT, foi eleito com 2.128 sufrágios. Na eleição municipal seguinte, em 2000, pelo mesmo PDT, elegeu-se com o apoio de 3.485 campinenses.

Dois anos depois, em decisão conjunta com o irmão – e maior companheiro – Vitalzinho, resolveu-se que este disputaria a Assembléia Legislativa do Estado, enquanto Veneziano concorreria à Câmara Federal. A decisão provocou uma crise familiar, porque o pai dos dois, o ex-deputado Antônio Vital do Rêgo, também saiu candidato a deputado federal. O rompimento fez com que o jurista, na eleição de 2004, apoiasse de palanque o adversário do filho. Mas, eleito prefeito, Veneziano restabeleceu a paz familiar, nomeando o pai para função municipal, e ambos estiveram juntos na campanha de 2008.

Com referência ao pleito de 2002, embora não eleito para a Câmara Federal, Veneziano foi o 17° mais votado no Estado, com 44.732 sufrágios (o pai, Vital do Rêgo, teve apenas 8.376 votos). Do total obtido, 23.022 foram recebidos em Campina Grande, o que fez de Veneziano o segundo mais votado na Cidade, atrás apenas de Ronaldo Cunha Lima – vencedor disparado, com quase 41 mil votos. Outro detalhe interessante é que o jovem vereador campinense foi votado nos 223 municípios da Paraíba. Mesmo com votações pequenas, como em Vista Serrana, onde recebeu 01 voto, São José do Brejo Cruz (03 votos), Santa Teresinha (04 votos) e Poço Dantas (05 votos), a lembrança do nome do campinense era uma demonstração do crescimento de sua personalidade por todo o Estado.

A estratégia de Vitalzinho, que foi eleito deputado estadual, deu certo: fizera do irmão um nome forte para a disputa da prefeitura de Campina Grande, em 2004. Lenildo disse em seu artigo, que enquanto cobria, pelo Jornal da Paraíba, o voto de Veneziano na eleição do ano passado, na Faculdade de Comunicação da UEPB, ouvi de Vitalzinho, em uma conversa informal que o hoje deputado federal - o mais votado em 2004 - nem deve lembrar, a seguinte frase: “Eu me realizo com o sucesso dele”.

Já no PMDB, Veneziano ganharia a eleição de 2004 no segundo turno graças ao apoio da ex-prefeita Cozete Barbosa, pois perdeu no primeiro, mas em 2008, voltou a superar Rômulo Gouveia na disputa pela Prefeitura: 116.222 votos contra 109.343 (resultado do segundo turno). Tão logo às urnas apontaram a reeleição, a pergunta que passou a se repetir foi: Chegou a vez de concorrer ao Governo do Estado? A probabilidade de que tal aconteça pareceu diminuir com a volta de José Maranhão ao cargo, devido a  cassação do ex-governador Cássio Cunha Lima, assumindo com governo tampão, Zé Maranhão do partido de Veneziano, mas, em 2010 Maranhão perde pra Ricardo Coutinho que teve a ajuda e apoio do grupo Cunha Lima. Veneziano termina seu mandato na prefeitura e não fez sua sucessora, a Drª Tatiane Medeiros que perdei pra Romero Rodrigues,em 2012, mas em 2014, essa história ganhar novos capítulos. Agora o "imbatível"  lutou para ser o candidato a governador pelo PMDb, porém sofre rejeição interna, sai como deputado federal, é eleito e seu irmão que era senador sai como o candidato de fachada ao governo da Paraíba, servindo apenas para gerá o 2º turno e fazer propaganda pra Dilma com o slogan de campanha: "Quem vota em Vital, Vota em Dilma, quem vota em Dilma vota em Vital!" Parecendo que ele era o marqueteiro da candidata a presidente do PT, que assim como o governador da Paraíba, se reelegeu-se.

Voltando a possibilidades de Veneziano sair candidato ao Senado no proximo ano, sei que tem duas vagas, uma pode ser do governador Ricardo Coutinho, a outra poderá ser do senador Cássio que pode passar por reeleição, mas se for candidato ao governo da Paraíba, ai sim essa vaga fica aberta pra Veneziano ou outro grande nome da politica paraibana que esteja ao lado do PSDB ou PSB, que infelizmente manda nos votos do povo.

Mas mesmo assim contesto o amigo Décio Alcantara, que disse: "Ser alçado ao Senado será a resposta da Paraíba em reconhecimento a esse mandato do povo."Se Veneziano tá com essa corda toda, porque não sai candidato ao governo do estado, coisa que ele lutava em 2013 e 2014 para ser o candidato se declarando como "A Verdadeira Oposição" contra Cunha Lima e Ricardo Coutinho, depois todos sabem que ele foi "descartado" e seu irmão foi o candidato para gerá o segundo turno recebendo como presente a vaga de ministro do TCU pelo governo Dilma.

Se Veneziano tá com essa corda toda, deve apelar ao governador Ricardo Coutinho pra ser o candidato ao governo, já que Ricardo só se reelegeu graças ao apoio de Veneziano, Vitalzinho, irmãos Cartaxo, Zé Maranhão e parte do PMDB. Seria uma forma de gratidão por parte do PSB agradecer a Vené, lançando ele como o candidato ao governo apoiado pelo governador.

Só lembrando, esse mesmo era uma forte oposição ao governo de  Dércio Alcantara quando ele era prefeito de Campina Grande, depois passou a apoiar-lo, que é normal no mundo da imprensa e da politica.


Blog do Gari Martins da Cachoeira 
Fontes: Dércio Alcantara, Blog do Lenildo Ferreira

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